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Taurus apresenta plataformas TX9 e RPC e reforça portfólio de armamentos leves em ambiente internacional

Durante a World Defense Show 2026, realizada em Riade, no Reino da Arábia Saudita, a Taurus Armas apresentou novas soluções em armamentos leves voltadas ao emprego militar e policial, com destaque para a plataforma de pistolas TX9 e para as submetralhadoras da família RPC.

A apresentação evidenciou a evolução tecnológica da indústria nacional no desenvolvimento de sistemas com elevada confiabilidade mecânica, modularidade e compatibilidade com requisitos operacionais contemporâneos.

Pistola TX9: especificações e arquitetura operacional

A plataforma TX9 foi apresentada como uma pistola semiautomática de serviço projetada dentro de conceitos modernos de ergonomia e padronização logística.

Entre as características técnicas observadas destacam-se:

  • Calibre: 9×19 mm (9 mm Luger), padrão amplamente adotado por forças militares e policiais

  • Funcionamento: sistema semiautomático com mecanismo de disparo por percussor lançado

  • Capacidade de carregador: configuração de alta capacidade, compatível com carregadores bifilares

  • Construção: armação em polímero de alta resistência com trilhos metálicos internos

  • Ferrolho: aço com tratamento superficial anticorrosivo

  • Trilho tático: interface padrão para instalação de acessórios (lanterna ou laser)

  • Sistema de miras: compatível com miras mecânicas e possibilidade de integração com dispositivos ópticos

  • Controles ambidestros: visando maior adaptabilidade ao operador

A arquitetura modular permite intercambialidade de componentes e facilita manutenção em nível organizacional, reduzindo tempo de indisponibilidade e simplificando a cadeia logística.

Submetralhadoras RPC: características técnicas e emprego tático

As submetralhadoras da família RPC foram apresentadas como plataformas compactas destinadas ao emprego em operações de curta distância, com foco em controle de disparo e mobilidade do operador.

Principais características técnicas observadas:

  • Calibre: 9×19 mm, compatível com munição padrão OTAN

  • Funcionamento: sistema automático/seletivo com operação por ferrolho fechado

  • Capacidade de carregador: alta capacidade, compatível com carregadores de padrão estendido

  • Construção: emprego de ligas metálicas e polímeros estruturais para redução de peso

  • Cano: comprimento otimizado para operações CQB

  • Coronha: retrátil ou ajustável para melhor adaptação ergonômica

  • Trilhos de interface: padrão para acessórios ópticos e dispositivos auxiliares

  • Dispositivos de controle: seletor de tiro com posições seguras e operacionais claramente definidas

O conjunto privilegia controle em rajadas, baixa elevação do cano e elevada precisão em distâncias curtas e médias, características essenciais para operações urbanas e ambientes confinados.

Inserção estratégica e interoperabilidade

A apresentação das plataformas TX9 e RPC em ambiente internacional reforça a estratégia de posicionamento da indústria brasileira como fornecedora de sistemas compatíveis com padrões operacionais globais, com foco em confiabilidade, eficiência logística e interoperabilidade.

A adoção de soluções modulares e ergonomicamente otimizadas acompanha tendências observadas em forças modernas, que priorizam disponibilidade operacional e facilidade de manutenção como fatores críticos de prontidão.

Implicações operacionais e tecnológicas

O avanço tecnológico observado nas plataformas demonstra a incorporação de conceitos modernos de engenharia aplicada ao armamento leve, impactando positivamente aspectos como:

  • Padronização logística

  • Eficiência de manutenção

  • Controle de disparo

  • Precisão sob estresse

  • Adaptabilidade a diferentes perfis de missão

Esses fatores contribuem para maior eficiência operacional e aumento da segurança no emprego.

Os lançamentos apresentados evidenciam a capacidade da indústria nacional de desenvolver sistemas alinhados às demandas contemporâneas do ambiente operacional moderno, reforçando a importância da inovação contínua e da padronização como pilares para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e da competitividade internacional do setor.

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