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🔎 Fábrica clandestina de armas na Bahia expõe a verdade: o crime não depende de CACs

Uma recente reportagem do Jornal da Record trouxe à tona um caso grave e alarmante: a descoberta, pela Polícia Civil da Bahia, de uma fábrica clandestina de armas no município de Governador Mangabeira, no interior do estado. O local era utilizado para transformar réplicas de airsoft em armamento letal, capaz de disparar munição calibre 9mm, de uso restrito, abastecendo uma facção criminosa ligada ao PCC, com atuação em Salvador.

O esquema criminoso envolvia a compra legal de réplicas de airsoft pela internet, que posteriormente eram modificadas artesanalmente por indivíduos com conhecimento técnico em metalurgia e soldagem. Segundo o delegado responsável pela investigação, os suspeitos adaptavam tubos metálicos e mecanismos internos para permitir o disparo de munição real — um processo completamente fora da lei e sem qualquer relação com o sistema legal de armas no Brasil.

Ao todo, a investigação aponta que a fábrica clandestina chegou a produzir 172 armas, das quais 43 foram apreendidas. Duas pessoas foram presas por posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Casos semelhantes também foram registrados recentemente no Rio de Janeiro, onde a polícia apreendeu dezenas de réplicas de fuzis e carregadores abandonados em uma bagagem na rodoviária da cidade. O destino do material ainda é investigado.


❗ O ponto central que muitos ignoram (ou distorcem)

O que essa reportagem deixa claro — e que precisa ser dito com todas as letras — é que o crime organizado no Brasil não depende de CACs para se armar.

Neste caso específico:

  • Não se trata de armas de CAC

  • Não se trata de clubes de tiro

  • Não se trata de desvio de acervos legais

  • Não se trata de munição adquirida por CACs

Trata-se de crime puro, baseado em:

  • Fabricação clandestina

  • Modificação ilegal de réplicas

  • Uso de conhecimento técnico criminoso

  • Abastecimento direto de facções

Ainda assim, setores ideológicos e políticos ligados à esquerda insistem em sustentar a narrativa de que Colecionadores, Atiradores e Caçadores seriam responsáveis por abastecer o crime organizado, o que não encontra respaldo nos fatos apresentados pela própria reportagem.


🎯 CACs: atividade legal, fiscalizada e rastreável

Diferentemente das fábricas clandestinas mostradas na matéria:

✔ CACs atuam dentro da legalidade
✔ Armas e munições são registradas, rastreadas e vinculadas ao CPF do proprietário
✔ Há fiscalização, exigência documental e responsabilização penal em caso de irregularidade

Quando ocorre qualquer desvio envolvendo um indivíduo registrado como CAC — algo raro e pontual — ele é investigado e punido como qualquer outro cidadão. Isso não autoriza, em hipótese alguma, a criminalização coletiva de toda uma categoria que pratica atividades lícitas, esportivas e históricas.


🚨 Criminalizar CACs não combate o crime organizado

A reportagem da Record, ao contrário do que alguns tentam sugerir, reforça uma verdade incômoda para certos discursos ideológicos:
➡️ O crime organizado busca rotas alternativas, ilegais e clandestinas para se armar, fugindo justamente dos sistemas oficiais de controle.

Fábricas improvisadas, contrabando, adaptação de réplicas, armas artesanais e tráfico internacional continuam sendo as principais fontes de armamento das facções criminosas.

Insistir na narrativa de que CACs são os responsáveis por esse abastecimento:

  • ❌ Desvia o foco das investigações reais

  • ❌ Enfraquece o debate sério sobre segurança pública

  • ❌ Alimenta preconceito e desinformação


📢 A posição da ANCAC

A ANCAC reafirma seu compromisso com:

  • A legalidade

  • A responsabilidade

  • A verdade dos fatos

Defendemos que todo crime seja rigorosamente apurado e punido, mas rejeitamos de forma categórica a tentativa de usar casos de criminalidade comum para atacar, ideologicamente, cidadãos que cumprem a lei.

O Brasil precisa de políticas de segurança pública baseadas em dados, inteligência e realidade, não em narrativas convenientes.


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