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📰 Comissão da Câmara aprova criação da Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, na última terça-feira (10/02/2026), o projeto de lei que institui a Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo. A matéria, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), agora segue sua tramitação para outras comissões antes de ser votada no plenário da Câmara.

📌 O que determina o projeto

  • O texto aprovado estabelece diretrizes gerais para a aquisição da primeira arma de fogo por cidadãos habilitados.

  • A proposta ficou conhecida na mídia como o “Programa Minha Primeira Arma”, com o objetivo declarado de facilitar o acesso legal à primeira arma para fins de legítima defesa.

  • A versão aprovada pela comissão retirou dispositivos que estavam previstos na proposta original, como incentivos fiscais (isenção de tributos federais) e a previsão de linhas de crédito em bancos públicos — pontos que foram considerados inconstitucionais pelo relator.

📍 Etapas seguintes da tramitação

Antes que o projeto possa ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados, ele ainda precisa:

  1. Ser analisado pela Comissão de Finanças e Tributação;

  2. Ser avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

🗣️ Debate em curso

A iniciativa tem gerado debates intensos no meio político e entre a sociedade civil, especialmente entre grupos que defendem a flexibilização das leis de armamento versus aqueles que destacam preocupações com segurança pública e impacto social. A criação de uma política específica para o primeiro armamento deve ser cuidadosamente examinado em termos de sua eficácia prática e eventuais consequências jurídicas e sociais.

📝 Posicionamento da ANCAC

A Associação Nacional dos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (ANCAC) manifesta posicionamento favorável à aprovação, na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, do projeto que cria a Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo.

A iniciativa representa um passo importante no reconhecimento do direito do cidadão cumpridor da lei ao acesso legal, responsável e regulamentado às armas de fogo, dentro dos critérios já estabelecidos pela legislação brasileira.

📌 Segurança jurídica e acesso responsável

A criação de uma política nacional com diretrizes específicas para a aquisição da primeira arma contribui para:

  • Maior segurança jurídica ao cidadão;

  • Padronização de procedimentos;

  • Transparência nos critérios de acesso;

  • Fortalecimento do mercado legal e regulado.

Para a ANCAC, é fundamental que o acesso se dê exclusivamente pela via legal, com cumprimento rigoroso das exigências técnicas, psicológicas e documentais já previstas na legislação vigente. Quanto mais clara e estruturada for a política pública, menor será o espaço para informalidade e irregularidades.

📌 Fortalecimento do cidadão de bem

O reconhecimento institucional de uma política voltada ao primeiro acesso demonstra que o debate sobre armas no Brasil pode avançar de forma técnica, responsável e democrática, considerando:

  • O direito à legítima defesa;

  • A valorização do tiro esportivo e da cultura armamentista responsável;

  • A importância do controle estatal aliado ao respeito às garantias individuais.

A ANCAC entende que a política não representa flexibilização irresponsável, mas sim organização e regulamentação transparente, fortalecendo o cidadão que busca cumprir a lei.

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